maio 03, 2007



AS PALAVRAS


Alice - Lique (Lisboa)

Falámos de palavras. Falamos com palavras. E sentimos a força das palavras. Palavras, leva-as o vento, diz o povo. Será? Pensemos um pouco nas palavras que lemos ou nos disseram e nunca esquecemos. Aquelas que nos atravessam a mente de quando em quando, provocando uma crispação de dor ou um sorriso.
As vozes dos meus pais e algumas palavras que nunca esqueci. Os livros da escola e tantas palavras que decorei de tal forma que ainda hoje as sei : “Batem leve, levemente…”. As primeiras palavras de amor. Todas as palavras de amor ou paixão que significaram algo. Algumas de desamor que particularmente me feriram. As primeiras palavras das minhas filhas. As palavras dos livros mais lidos, dos poemas mais amados. Das canções que me marcaram. De…
Tantas palavras que a nossa mente retém e que voltam à memória sem sabermos porquê! Será que o vento as levou? Não. Ficaram connosco, indelevelmente marcadas em nós. E provocam emoções diversas. Essa é a força das palavras. De uma forma ou de outra, estimular o nosso pensamento, os nossos sentimentos. E provocar uma qualquer reacção.
E, porque hoje me deu para escrever novamente sobre as palavras, talvez seja altura de deixar falar o silêncio e pensar um pouco em tudo isto que escrevi ao correr dos dedos no teclado e que, afinal, não é mais que um amontoado de palavras. Com ou sem sentido, isso dirá quem ler.